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Inteligência de Dados em Cenário de Riscos e Incertezas

Momentos de instabilidade influenciam os comportamentos sociais e de consumo – surgem novas formas de se relacionar e de fazer negócio. A inteligência de dados é aliada para identificação de insights relevantes e reconhecimento de oportunidades nesse cenário de crise.

Uma cultura data-driven e negócio fortes são construídos a partir da combinação de dados, base científica e conhecimento de cenário. Além disso, é preciso processo para que a forma de trabalho atual reverbere no futuro e no sucesso do empreendimento. Ou seja, é essencial que os dados sejam incorporados no dia a dia da organização.

Esses e outros insights valiosos foram extraídos do nosso webinar – Inteligência de Dados em Cenário de Riscos e Incertezas – realizado junto  à três feras e grandes empresas do mercado: Ricardo Ferreira (COO Cinnecta), Angelo Ciarlini (Data Science Director da Localiza), Rafael Coronel (CDO e Data Protection Officer da Digio) e com a mediação de Vinícius Braz (Endeavor).

Inteligência de dados e crise: o papel da cultura em um cenário incerto

As medidas de prevenção e combate ao covid-19 produziram uma série de modificações as quais estamos inseridos e que ainda não sabemos determinar a duração. Políticas de home office, isolamento social e aumento da presença das pessoas no ambiente online são algumas delas.

Desde o início da pandemia, temos realizado estudos para mensurar as mudanças do comportamento do consumidor diante desse cenário.  Em abril, publicamos uma análise que identificou o aumento de 26% em serviços de entregas, bem como a crescente de 59% em entretenimento e uso de redes sociais. Além de novas tendências, o que mais esses dados nos dizem?

Essas informações nos mostram também a aceleração de processos de digitalização, uma vez que o quadro atual contribui para a tão mencionada transformação digital. 

Inteligência de dados, crise, transformação digital  e seus impactos

Tempos de crise, instabilidade e dificuldades sócio-econômicas geralmente são grandes propulsores de mudanças no mundo, principalmente, quando falamos de pandemias. Algumas delas alteraram os sistemas econômicos e de saúde, outras o modo com que lidamos com a higiene e com as relações interpessoais. Certamente, a realidade pós-coronavírus não será mesma e, entre as mudanças já mapeadas, temos a aceleração dos processos de transformação digital.

Transformação digital pode ser definida como métodos de gerenciamento que se valem de tecnologias digitais voltadas para sanar as dores dos usuários. E, que podem ser aplicadas na cultura empresarial, na estruturação de um negócio, na experiência do usuário ou em todos os três casos juntos. Ademais, ela se refere ao modo que as decisões são tomadas com base em evidências bem fundamentadas.

Conforme destaca o International Data Corporation (IDC), o investimento global nesta área chegará a US$ 2,3 trilhões em 2023, o que irá representar mais de 50% do gasto total com tecnologia da informação. Diante disso, e da atualidade que impõe às empresas um senso de urgência e de adequação às necessidades dos clientes, é fato que essa mudança será cada vez mais prioritária.

Análises em 4 fases

Conforme os especialistas que facilitaram o webinar, engana-se quem acredita que o cenário e as mudanças de comportamento são configuradas em apenas dois momentos: o pré e o pós-covid 19, essencialmente quando a referência é a compreensão de dados. Isso porque teremos pelo menos quatro fases completamente distintas: o pré, o durante, a adaptação ao ambiente e o pós pandemia. 

Como reflexo da dinamicidade de cada fase, a análise de dados entre uma etapa e outra, precisa acompanhar essa evolução. Tal fato ocorrerá, porque o pré-coronavírus nos fornecia um histórico de comportamentos que pode já não fazer parte da vida das pessoas, mas que também não deve ser ignorado, pois é base primária das análises. Todavia, o durante – que ainda estamos inseridos – entrega as informações de  ajustes feitos pela população, como a maior presença no ambiente online citada anteriormente. Já a retomada, que promete ser gradual, exigirá outros costumes até que se chegue a estabilização do pós-pandemia. E, o que isso nos conta?

Que, além da excelente capacidade de leitura, é preciso estratégia, dinamismo e resiliência. O segredo da sobrevivência não está apenas na combinação de dados, mas no ajuste da capacidade analítica entre os modelos antigos  e os diferentes “novos-normais” que estão por vir.

Mudanças irreversíveis

O cenário nos faz perceber que as pessoas estão digitalizando ainda mais suas relações e que haverá a ruptura de velhos hábitos. Assim, a característica de transformação da crise não está apenas nas ferramentas tecnológicas, mas no reconhecimento do valor da informação e de que muitos desses rompimentos serão irreversíveis.

hábitos de consumo na crise e inteligência de dados
crédito: enginakyurt

Um exemplo, também citado no webinar, é a migração de pessoas desbancarizadas para o uso dos primeiros serviços bancários já no ambiente online. Indivíduos que antes não tinham uma base comportamental mapeada, mas que agora precisam e devem ter acesso a esse tipo produto. A partir disso, surgem alguns questionamentos: como entregar valor? No caso de serviços bancários, como conceder crédito e mitigar riscos? E, além disso, quando a estabilização pós-pandemia chegar, as pessoas vão procurar agências físicas ou irão permanecer no digital? 

Muitas são as perguntas e a amplitude de respostas ainda é reduzida. O que, de fato, teremos é um grande número de imigrantes digitais, que no pós coronavírus tendem permanecer com o que entrega mais relevância e facilidade. Não se trata apenas de investir em inovação, mas de ter uma visão holística,  assim como uma leitura assertiva e integrada de contextos. Afinal. o meio influencia o business. 

Como empresas podem vivenciar a cultura de dados?

Para muitas organizações, o momento é de conversão do analógico para o digital. 

Mesmo que haja o senso de urgência, antes é preciso modificar a cultura e, consequentemente, o modo que os processos são estruturados. Isso porque uma cultura data-driven é essencial para a adequação assertiva que o contexto pede. Então, vamos elencar aqui as principais dicas dos três especialistas:

  • Deve-se conciliar dados, base científica e conhecimento de cenário.
  • É necessário manter em mente a redução de riscos, organizacionais e dos clientes, além de  ter sempre transparência ao agir. Logo, estar moldado nos princípios da Lei de Proteção de Dados (LGPD) é obrigação. 
  • Atualize constantemente seus processos por meio de ferramentas de aprendizado contínuo.
  • Conheça profundamente o seu mercado de atuação e tenha modelos personalizados às suas necessidades. 
  • Não existe dados sem processo, ou seja, tenha uma cultura que incorpore o uso dos dados no dia a dia da empresa. A forma de trabalho hoje irá reverberar no futuro e sucesso do negócio. 
  • Aprenda a lidar com as incertezas conciliando toda a base de conhecimento possível. Tais extrapolações irão te dar o suporte preciso para harmonizar os dados passados com as oscilações do presente.

Em resumo, a inteligência de dados é aliada na superação de crises e na incorporação de recursos que permitem um melhor e maior entendimento dos públicos. Quando bem analisados e embasados auxiliam na leitura fidedigna do contexto e, assim, na elaboração de soluções de valor.  A Inteligência de Dados considera mais que a combinação de informações e abarca, principalmente, a ciência e cenário que lhe é imposto. Portanto, é imprescindível considerar todos esses fatores.

Para ter acesso ao conteúdo na íntegra e se aprofundar nos insights, assista o nosso webinar – Inteligência de Dados em Cenários de Riscos e Incertezas – aqui.

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