PRINCIPAIS HÁBITOS DE DESLOCAMENTO E TENDÊNCIAS COMPORTAMENTAIS DO BRASILEIRO DURANTE A CRISE

hábitos de deslocamento

Desde o surgimento da crise buscamos entender os principais acontecimentos do mercado e hábitos de deslocamento, tais como os potenciais impactos que poderiam afetar diretamente a vida do brasileiro.

Entre fevereiro a maio, nosso time de especialistas estudou as principais mudanças no comportamento do consumidor, no decorrer da pandemia. As análises foram realizadas nas perspectivas sociais, comportamentais e geográficas – bem como principais interesses no território nacional e recorte nas regiões de São Paulo e Rio de Janeiro. 

O cenário nos forneceu diversos insights, visto que acompanhamos as transformações desde o início da crise e que são muitas as oscilações de um cenário tão volátil.

Reunimos nesse blog post todos os nossos estudos realizados durante a pandemia e publicados em nosso perfil do Linkedin. Portanto, neste compilado você vai conferir:

  • Hábitos de deslocamento: principais mudanças no Rio de Janeiro
  • Como o coronavírus impactou os hábitos de deslocamento em São Paulo?
  • Hábitos de deslocamento no Brasil
  • Principais insights das tendências ao isolamento social
  • Tendências comportamentais durante a quarentena

Hábitos de deslocamento: principais mudanças no Rio de Janeiro

A crise do coronavírus mudou os padrões de deslocamento.

A princípio, uma das medidas preventivas contra a COVID-19 é evitar aglomerações. Com a confirmação, pelo Ministério da Saúde, do primeiro caso de coronavírus no Brasil, em 26 de fevereiro, várias pessoas já ajustaram os seus hábitos.

Nosso time de especialistas observou que no Rio de Janeiro, na segunda semana após a validação do MS, 17% menos usuários registraram mobilidade e, desse modo, houve também uma redução de 42% na distância (em Km) percorrida por eles.

Como o coronavírus impactou os hábitos de deslocamento em SP?

No dia 24/03, o Governo de São Paulo decretou quarentena e o nosso time de especialistas analisou os padrões de comportamento para entender as mudanças de hábitos. 

O recorte adotado para este estudo foram as instituições de saúde da capital. Comparamos a terceira semana de março com a semana da promulgação do decreto. O nosso levantamento considerou também os dados do último censo do IBGE.

O resultado ilustra que as conexões que um indivíduo pode fazer tem uma dimensão que extrapola uma visão superficial e trivial.

Hábitos de deslocamento no Brasil

Durante os últimos quinze dias, nossos especialistas observaram uma redução de 50% na distância total percorrida pela maior parte da população. Notaram também que a adesão percentual ao isolamento está ligada a alguns fatores comuns, e eles são: 

Tamanho da população

Cidades pequenas apresentaram comportamentos distintos de deslocamento – há quem aderiu ao isolamento de forma total, parcial ou sem nenhuma adesão. À medida que o tamanho da população e da cidade aumentam, o comportamento tende a ser mais homogêneo, em metrópoles o isolamento parcial é o mais presente com uma redução entre  55 – 70% da distância percorrida se comparado às movimentações anteriores.

Renda

Com base no padrão comportamental avaliado antes do cenário gerado pelo coronavírus, as classes – alta e baixa – protagonizaram os maiores índices de deslocamento. Entretanto, após a crise, foram as classes alta e média-alta que apresentaram maior mudança no comportamento, com redução significativa na distância percorrida durante o período observado.

Diferentes aspectos e variáveis contribuem para uma análise mais detalhada de como o perfil e comportamento da sociedade sofre influências em um país tão plural.

Principais insights das tendências ao isolamento social

Nas semanas observadas, notamos uma redução de 56% no deslocamento médio da população. Tal queda, evidenciou uma tendência de adesão às orientações do Ministério da Saúde, que durou até o dia 29.03 – marco das menores médias em Km percorridos. Em contrapartida, nas semanas subsequentes, a lógica se inverte e mostra um start no relaxamento quanto ao isolamento social.

Nossos especialistas constataram que no dia 20 de março, o deslocamento das capitais para o interior – ainda nas semanas iniciais, – teve aumento súbito da média percorrida pela população. Pode-se inferir, então, que tal crescente se deu em virtude do deslocamento dos grandes centros para o interior – resposta do isolamento e dos ajustes para o home office.

Nos comparativos entre fins de semana e dias úteis, a  média de deslocamento entre sábado e domingo, no período analisado, foi relativamente menor quando comparada aos dias úteis. 

É possível concluir que umas das principais motivações para o deslocamento tem sido o trabalho. Outras rotinas tiveram redução expressiva dentre as prioridades do brasileiro.

Tendências comportamentais durante a quarentena

Nossos especialistas identificaram e elencaram algumas mudanças predominantes ao comparar interesses nas terceiras semanas de fevereiro e abril deste ano. 

É tempo de formação e de ajustes na rotina

O interesse por conteúdos relacionados à educação – online – cresceu cerca de 16%, quando comparamos as amostras de fevereiro e abril. Além disso, foi possível notar mudanças no comportamento de pessoas que estão trabalhando de casa e que precisam alinhar as rotinas, pessoal e profissional. Isso porque, durante os períodos analisados, percebeu-se um aumento de aproximadamente 13% na busca por conteúdos relacionados ao ambiente corporativo, bem como por acesso a entretenimento infantil, com aumento de  12%. 

Revisão de prioridades

Devido às medidas de confinamento as maiores taxas de queda de interesse correspondem ao setor de mobilidade. Embora representem os números mais expressivos, outros hábitos também sofreram impacto, como a prática de  esportes, com diminuição de aproximadamente 18%.

Em síntese, essas novas nuances são fundamentais para definição de estratégias mais assertivas e experiências com clientes que ainda sejam relevantes.

Mantenha um olhar atento para fomentar estratégias mais afiadas!

Em suma, a agilidade é o ponto essencial para a adaptação nesse cenário tão volátil. As diferentes análises acerca da mudança de comportamento do consumidor, novas tendências de hábitos e deslocamentos transformam a maneira de enxergar os processos e torna a definição de novas estratégias mais alinhadas com a realidade do mercado – contribui com a entrega de resultados e experiências ainda mais atraentes. 
Quer saber mais sobre as mudanças de comportamento do brasileiro e variações do cenário de crise? Entre em contato com o nosso time em cinnecta@cinnecta.com.

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