comportamento do consumidor e covid-19

Como o Covid-19 impactou o comportamento do consumidor?

Relações de consumo, hábitos de deslocamento e conexão com as pessoas. Veja as mudanças no comportamento do consumidor durante a crise.

Desde os casos iniciais de coronavírus na China, em dezembro do ano passado, até o momento atual,  o mundo passa transformações e vive um cenário de imprevisibilidade. Políticas de home office, restrições nos transportes públicos e comércio, necessidade de isolamento social são alguns dos pontos que configuram e impulsionaram inúmeras alterações no comportamento do consumidor: hábitos de negócios e pessoais. 

Além das mudanças, algumas questões surgem: será que a população está aderindo ao isolamento? Quais são as taxas de dispersão e quais mudanças já são identificadas? O COVID-19, de fato, contribui para um contexto mais digital?

O nosso objetivo com esse estudo foi validar, debater e trazer alguns insights a partir desse novo contexto. Analisamos a dispersão e o comportamento da população no mês de março. O resultado você confere abaixo: 

Deslocamento e dispersão – análises do comportamento do consumidor

Dentre todas as incertezas e as posturas necessárias, os estados brasileiros estão se mobilizando e implementando ações para conter o avanço do vírus. Evitar o compartilhamento de objetos, higienizar as mãos e aderir o isolamento social  são algumas das recomendações dos órgãos de saúde do país. 

A partir desse ponto, analisamos a dispersão da população das cidades de São Paulo, Belo horizonte e Rio de Janeiro, bem como os efeitos dessas alterações.

Vale destacar que as três cidades estão sob políticas de restrição, na abertura de estabelecimentos comerciais (não essenciais) e na realização de eventos de potencial aglomeração. Portanto, o foco da análise foi direcionado para locais que ainda podem ser acessados.

Centro Urbano das Capitais

Com alta circulação de pessoas, as regiões centrais figuram simultaneamente lugar de moradia, consumo, lazer e trabalho. Nelas é possível encontrar grande parte das agências bancárias e dos correios, além de uma variedade de lojas.

Na região central de São Paulo – que engloba os bairros Bela Vista, Bom Retiro, Cambuci, Consolação, Liberdade, República, Sé e Santa Cecília – observamos uma diminuição na circulação de pessoas em 87,9%. Já em Belo Horizonte, a queda foi de  84,3% e na cidade maravilhosa percebemos a atenuação de 64,6%, com redução também em 42% na distância percorrida (km) pelos cariocas.

comportamento do consumidor em mercados

Mercados municipais 

Famosos por representarem a cultura local, os mercados são pontos de ampla visitação. Durante o período de ações tomadas em prevenção ao coronavírus, eles são um dos poucos lugares que ainda permanecem abertos, pois reúnem diversos comércios de serviços essenciais. 

Entre a primeira e a última semana de março o Mercado Municipal de São Paulo (SP), Mercado Central (BH) e  Cadeg (RJ) apresentaram redução de  93.3 %, 90.6%, 82,6% de circulação respectivamente. 

Mas se as pessoas não estão nas ruas como antes, como as relações são construídas, atividades (pessoais e comerciais) são realizadas e rotinas firmadas e mantidas  nesse período?

O comportamento do consumidor em isolamento social 

A quarentena exige das pessoas algumas adaptações, entre elas, a migração de algumas atividades habituais para o espaço digital. Pesquisas apontam o aumento da permanência do usuário no ambiente mobile e a internet tem se apresentado uma boa aliada para aqueles que buscam entretenimento e praticidade.

Pode-se observar na dinâmica mundial usuários migrando do ambiente off por serviços do mercado digital. A China, país que registrou os primeiros casos do COVID-19, apresentou um aumento médio de 5 horas diárias de permanência no celular (um crescimento de 30% em relação à média por dia se comparada a todo o ano de 2019). 

Um dos mercados que sofreu mudanças rápidas, foi o das plataformas de pagamento. Nesse nicho, a transformação veio principalmente em consequência do salto das compras no digital: várias pessoas abandonaram o dinheiro em espécie e passaram a evitar centros comerciais, lojas e pequenos comércios. A população agora prioriza a segurança e a praticidade nas transações.

Outros setores que apresentaram grandes transições foram os de serviços de entrega, alimentação e de saúde. E,  para compreender o reflexo dessa transformação no Brasil e os impactos gerados pelo coronavírus, analisamos o comportamento do brasileiro após essa mudança de cenário. 

Confira as mudanças nos hábitos e no comportamento do consumidor

De antemão, observamos que as facilidades online mais pretendidas pelos usuários foram os serviços destinados às reuniões e bate-papo virtuais. Os profissionais  e os times estão unidos, os professores e alunos se viram em novos formatos de aprendizado. Juntos, com mais criatividade e engajados para permanecerem conectados. Neste cenário, notamos que os brasileiros digitalizaram suas relações e encontros após o isolamento. O interesse por uma das principais plataformas de videoconferência aumentou em 54%, o presente contexto é um estímulo para a mudança de hábito da população. 

comportamento do consumidor na pandemia

A conexão online nestes tempos é primordial para a socialização. Atende e sustenta as instituições de ensino, as empresas, o trabalho home office, o comércio, o varejo, bem como beneficia os encontros com familiares e amigos.

Já as atividades de lazer, como idas em eventos e shoppings, foram substituídas pela segurança e conforto de casa. As plataformas de streaming, entretenimento, mensagens instantâneas e redes sociais estão entre as preferências de distração do brasileiro nesta quarentena e somam cerca de 59% de aumento de interesse. As pessoas mudaram seus hábitos para se adequarem às novas propostas para passar o tempo.

Junto à essa mudança, serviços de delivery e entregas tem se adequado para melhor atender ao usuário. Aproximadamente 26,3% dos brasileiros, que antes consumiam suas refeições em restaurantes, faziam compras em farmácias, mercados ou lojas do segmento, agora demonstram interesse em realizar pedidos em casa. 

Assim, as relações de consumo – na perspectiva dos serviços vistos como prioridade – estão se transformando a partir deste cenário, como é possível observar desde o início da crise. A tendência é de crescimento pelas facilidades e segurança que o equipamento disponível na palma de sua mão pode te oferecer.

No âmbito da mobilidade, cerca de 9% de novos usuários passaram a utilizar os meio de deslocamento particular – quando necessário. A locomoção por transportes coletivos transformou-se em uma atividade imprevisível, uma vez que muitas cidades limitaram – via decreto – o uso desse tipo de locomoção.

É preciso inovar em tempos de crise

A crise nos mostra a vulnerabilidade do mercado a partir da sazonalidade. Como se dão os impactos no comportamento das pessoas em estilo de vida, uso das tecnologias e na realidade de grandes corporações.

Muitas empresas e empresários certamente irão redefinir as estratégias adotadas em sua jornada. A crise tem revelado a importância da transformação digital em organizações de diversos segmentos. Adequar-se ao mundo virtual é essencial para ter relevância no mercado, agora mais que antes.

Segurança, praticidade e uma experiência personalizada são os pontos de partida para impactar na decisão final do consumidor. Nessa quarentena, haverá um aumento significativo na demanda por serviços online, catalisando a transformação digital. O comportamento atual do usuário não demonstra apenas que as pessoas estão mais conectadas, mas aponta uma mudança na rotina e relação de consumo de produtos e serviços.

Covid-19 e impactos gerados

De fato, o coronavírus impactou o mercado – tradicional e online, assim como outros serviços também sofreram algumas oscilações em seus índices de faturamento. Diante do cenário, surge a oportunidade para as marcas estarem mais próximas de seus consumidores – de forma humanizada, com informações relevantes e ofertas que vão de encontro com as expectativas de quem está do outro lado do mobile. 

Adaptar-se é necessário. Portanto, para evitar situações de instabilidade, as empresas devem repensar seus processos antigos e simplificá-los para oferecer ao usuário conforto, segurança e facilidade.

Conforto e facilidade que são traduzidos por uma segmentação assertiva, comunicação humana e melhor experiência do consumidor. Neste período, em que a conectividade ganha novos significados, um caminho é aproximar-se cada vez mais dos clientes, explorando seus canais e recursos favoritos, na hora e no contexto mais apropriado.

E segurança, pois no cenário em que 77% dos brasileiros aumentaram o tempo de conexão com o mobile, é preciso redobrar o cuidado para preservar as transações. Ter uma visão completa do comportamento de seu cliente, tanto com perfil demográfico e hábitos de deslocamento irão contribuir para uma experiência que antes de ser personalizada, é segura.

No nosso portfólio você encontrará soluções que te ajudarão a tomar decisões mais assertivas a partir da inteligência de dados. Em tempos incertos, ter informações precisas e insights práticos, serão importantes para te apoiar em estratégias neste momento indistinto.

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