Cultura de Dados: 5 dicas para impulsionar suas estratégias

Como você promove a cultura de dados no dia a dia?

A transformação constante é a norma, portanto, ter insights com base em dados se mostra ainda mais fundamental para manter a saúde do negócio. Em nosso penúltimo artigo, abordamos quais os gargalos que entravam a obtenção de melhores resultados nas empresas que já utilizam dados em suas estratégias e decisões.

Neste, vamos dar 5 orientações para uma melhor execução de projetos e processos orientados a dados.  

Problemas x Solução

O cenário pede que as estratégias sejam constantemente testadas e atualizadas. E, questões como desorganização, achismo e teses pré-concebidas tomadas como verdades absolutas se apresentam como alguns dos obstáculos para o sucesso.  

Grande parte das motivações desses erros têm origem em uma cultura empresarial desalinhada com as exigências que do que realmente é ser data-driven. Elas são: centralidade, objetividade, priorização, método e integração.

Diante dessas condições. é necessário saber que orientar-se a dados traz vantagens internas e externas. Em que ao mesmo tempo que há a geração de valor para o negócio, se estreita a relação com o cliente e há ganho de agilidade nas tomadas de decisão.

Um estudo relata que as organizações que mantém sua estrutura devidamente construída para ser orientada a dados têm duas vezes mais chances de exceder significativamente as metas de negócio. Fato que nos mostra que já é hora de sair do campo do problema para encontrar as soluções. 

Segue, então, os indicativos que vão contribuir com uma melhor geração de valor em seus projetos de dados.

5 dicas para otimizar sua cultura de dados

A partir deste tópico, vamos mostrar algumas dicas necessárias para preparar a base sólida de uma cultura de dados.

I. Organize a casa

No blog post anterior, falamos sobre a problemática da desorganização e no quão ela implica em ações descoordenadas. O antônimo disso, bem como a melhoria de suas estratégias, está em criar uma base central de informações para todas as equipes sustentarem as ações de negócio.

Quando falamos de organização não estamos discorrendo apenas sobre algo que seja bagunçado. Abordamos, por exemplo, o caso de uma atualização que foi recebida pelo time de dados, mas que não foi devidamente retificada na base usada pelo time de marketing. 

Essa ausência de atomicidade termo utilizado para a organização informacional que presume que os dados sejam sempre os mesmos independentemente do lugar de extração – pode ser prejudicial para o empreendimento.

II. Priorize o que importa

Dados são sim um atrativo, mas há também aquela conhecida expressão: “não se pode abraçar o mundo”.

O que isso quer dizer? Explicamos.

É fato que os dados oferecem uma multiplicidade de opções e vieses de atuação. Entretanto, as ações e projetos orientados a dados devem levar em conta a urgência de posicionamento e as prioridades da empresa. E mais, é importante se atentar a qualidade dos dados e a maturação das bases para extrair valor. 

Essa gama de funcionalidades deve ser utilizada a seu favor e para focar no que precisa ser solucionado primeiro. Identifique qual a questão principal e qual é o resultado que mais importa para o negócio, depois use seus dados e esforços para resolvê-la. 

É importante traçar as estratégias pela perspectiva do que mais agrega ao negócio em termos de qualidade e de tempo viável de execução. 

III. Tenha objetivos e especificações aderentes às prioridades

Após a identificação das prioridades, é preciso estabelecer os objetivos e responder às seguintes perguntas: qual o retorno eu quero como o projeto? Qual o valor desejo agregar e gerar? O que preciso utilizar para alcançar isso? 

Desse modo, ter prioridade e objetividade ajuda a garantir que os dados mensurados retornem informações aderentes às métricas reais do negócio, e não somente as esperadas pelas equipes. E além disso, garantem um entendimento das especificidades e preferências exigidas pelo mercado e clientes.

IV. Atente-se sempre à governança dos dados

Extrair o maior valor possível de seus dados está entre os principais objetivos das empresas. No entanto, a governança – essencial para construir análises relevantes com segurança – é muitas vezes negligenciada. 

É preciso ter em mente que seu bom uso permite a ativação de uma cultura ou projetos data-driven em um nível mais ampliado. E mais, que contribui na manutenção das políticas e regras da empresa. 

Ela possibilita também o envolvimento ativo dos tomadores de decisão no dimensionamento das estratégias, bem como na identificação de deficiências e pontos de melhoria. 
Vale ressaltar que governança não implica em engessamento de processos, mas sim em assegurar e potencializar o que é primordial para o cumprimento das prioridades e objetivos do negócio. Ela permite desenvolver estratégias assertivas para problemas complexos a partir de dados disponíveis, corretos e organizados.

V. Planeje e retroalimente seus processos

Monitorar, avaliar, reajustar e aplicar são os imperativos essenciais para a última dica.

  • Monitorar e avaliar auxilia a construção de relatórios específicos, a identificação de gargalos e, consequentemente, o entendimento do comportamento dos clientes perante ao negócio, principalmente, em cenários voláteis. A chegada da pandemia é o exemplo mais atual disso, em que as empresas tiveram que reavaliar  e adaptar seus processos. 
  • O reajuste permite a estruturação de métricas de sucesso mais atuais e correspondentes às condições do mercado. 
  • Já a aplicação concretiza esse ciclo de aprendizado e retorna o que precisa ser mantido, melhorado ou excluído das estratégias. 

A potencialidade do planejamento centrado no cenário de atuação consiste em estar devidamente pronto para as muitas possibilidades e oportunidades na mesma medida que se equilibra os riscos. 

Uma cultura de dados eficaz

O salto de um projeto ou cultura de dados eficiente inclui a adoção de metodologias flexíveis, mas que respeitem as prioridades e objetivos traçados. Muitas organizações agregam essa maleabilidade a partir de estratégias de open innovation, seja em parceria com startups, universidades ou grandes conglomerados tecnológicos.

Tal troca é positiva para a abertura de horizontes pois une talentos, ferramentas, dados e o mais importante: oferece uma leitura múltipla e, assim, menos enviesada de contextos. 

Por isso, ser uma empresa data-driven é uma construção holística e multidimensional, em que as decisões consideram o valor gerado, os riscos associados e as possíveis correções de curso.

Suas estratégias e cultura de dados estão aderentes às nossas 5 orientações?

Ter projetos voltados para visualizar, identificar e explorar dados é crucial e acelera a geração de valor. Por esse motivo, deixar as estratégias do seu negócio à mercê do achismo não é sustentável.

Portanto, é possível dizer que essa estruturação baseada em dados é igualmente importante para a gestão de riscos e reputação da empresa.

Para ler nossos outros conteúdos sobre cultura de dados acesse aqui.

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